A certidão de antecedentes criminais aparece em quase todo processo de imigração: visto de trabalho, residência, estudo longo, cidadania por casamento. E costuma ser o documento com o prazo mais apertado, porque muitos destinos só aceitam certidões emitidas há poucos meses. Quem tira cedo demais precisa tirar de novo, e quem deixa para o fim corre contra a apostila e a tradução.

Neste guia, você vê qual certidão tirar (federal ou estadual), como apostilar e traduzir na ordem certa e o que Canadá, Itália, Espanha, Estados Unidos e Austrália costumam pedir. As regras foram conferidas em fontes oficiais em outubro de 2026. Como elas mudam, a gente indica onde confirmar.

Resumo rápido

A certidão mais pedida no exterior é a Certidão de Antecedentes Criminais da Polícia Federal, emitida pela internet. Alguns destinos pedem também a certidão do estado onde você morou.

Na maioria dos processos, ela vai com Apostila de Haia e tradução juramentada para o idioma do país. Como a validade costuma ser curta, tire a certidão perto da data de entrega e já deixe a tradução combinada.

Seu prazo está apertado?

Mande a certidão e a data do seu agendamento. A gente encaixa a tradução, com entrega a partir de 1 dia útil.

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Federal ou estadual: qual certidão tirar

No Brasil existem dois tipos de certidão de antecedentes, emitidas por órgãos diferentes:

Polícia Federal
Certidão de Antecedentes Criminais de abrangência nacional, pedida pelo site da Polícia Federal (gov.br). É a que a maioria dos países pede.
Estadual
Atestado emitido pela Polícia Civil ou pela Secretaria de Segurança Pública de cada estado. Alguns processos pedem a do estado (ou dos estados) onde você morou.

O Canadá, por exemplo, deixou de aceitar as certidões estaduais e aceita só a da Polícia Federal. Já nos processos de imigração para os Estados Unidos, a lista de documentos pode pedir as duas. Por isso, a regra é sempre a mesma: siga a lista do seu processo.

O que cada país pede

Canadá (residência permanente e vistos)

Segundo a página oficial do governo canadense (IRCC) sobre o Brasil, o documento aceito é a Certidão de Antecedentes Criminais da Polícia Federal. Quem tem CPF pode pedir pela internet; quem não tem documentos brasileiros precisa ir a uma unidade da Polícia Federal. As certidões estaduais não são mais aceitas. Documentos em português precisam de tradução para o inglês ou o francês, e o IRCC tem regras próprias sobre quem pode assinar a tradução. A gente confere esse formato com você. Veja também a página de tradução de inglês.

Itália (cidadania por casamento e por residência)

O consulado italiano em Curitiba, por exemplo, pede a certidão penal brasileira da Polícia Federal no original, emitida no máximo seis meses antes do pedido, com apostila e tradução para o italiano também apostilada. Pede também a certidão de qualquer outro país onde você tenha morado desde os 14 anos. Confirme a lista no consulado que atende a sua cidade. Para a ordem das etapas, veja apostila antes ou depois da tradução.

Espanha (vistos de residência)

Para o visto de residência não lucrativa, o Consulado-Geral da Espanha em São Paulo pede a certidão de antecedentes da Polícia Federal apostilada. Se você morou fora do Brasil nos últimos cinco anos, entram também as certidões de todos os países onde viveu nesse período. Cada tipo de visto tem a sua lista, e as regras sobre tradução e prazo de emissão mudam conforme o visto. Confira no site do consulado antes de traduzir. Se o plano é trabalhar remoto de lá, veja o guia do visto de nômade digital na Espanha.

Estados Unidos (green card e vistos de imigrante)

Nos processos de imigração, a lista de documentos do Departamento de Estado para o Brasil indica a certidão da Polícia Federal e, conforme o caso, as certidões dos estados onde você morou. Confira a lista atualizada na página do Departamento de Estado sobre documentos do Brasil ("Visa Reciprocity and Civil Documents: Brazil"). Todo documento em português vai com tradução completa para o inglês e uma declaração do tradutor de que a tradução está completa e correta. Veja também os tipos de visto americano e a documentação de cada um.

Austrália

O governo australiano pode pedir certidão de antecedentes de cada país onde você morou por 12 meses ou mais, somados, nos últimos 10 anos, contando a partir dos 16 anos. Quando ela é necessária, aparece no checklist do seu visto ou é pedida pelo analista do caso. Documento em português vai com tradução para o inglês. Siga as instruções do checklist sobre os dados do tradutor.

Seu destino não está na lista?

Mande o país e o tipo de processo. A gente confere qual certidão e qual tradução esse órgão pede antes de você tirar a certidão.

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A ordem certa: tirar, apostilar, traduzir

  1. Confira a lista do seu processo: qual certidão (federal, estadual ou as duas), de quais países e com que prazo máximo de emissão.
  2. Combine a tradução antes: assim a certidão não perde validade esperando na fila.
  3. Tire a certidão pelo site da Polícia Federal (e a estadual, se for o caso), perto da data de entrega.
  4. Apostile a certidão em um cartório autorizado.
  5. Traduza a certidão junto com a apostila para o idioma do país de destino.
  6. Apostile a tradução, se o destino exigir (é o caso da Itália).

Uma certidão costuma ocupar uma lauda, então a tradução sai a partir de 1 dia útil. Veja os valores no guia de preços de tradução juramentada em 2026.

Erros que mais atrasam o processo

  • Tirar a certidão cedo demais e chegar ao agendamento com ela fora do prazo aceito.
  • Levar só a certidão estadual quando o destino pede a da Polícia Federal, ou o contrário.
  • Esquecer as certidões de outros países onde você morou.
  • Traduzir a certidão sem a apostila, quando a apostila também precisava ser traduzida.
  • Deixar a tradução para a última semana e pagar taxa de urgência.

Com o destino e a data do agendamento em mãos, dá para montar o cronograma de trás para frente. Mande essas duas informações que a gente te ajuda a encaixar cada etapa.