Sotaque: É possível não ter?

No Brasil, é possível ouvir de uma região ou outra que não possuem sotaque, mas dado o tamanho do território, é impossível não haver diferenciação linguística. Assim como em muitos outros idiomas, o sotaque está presente. Também é possível observar que quanto maior o local em que o idioma é falado, maior a chance de possuir diferentes sotaques. Nosso país é o único da América Latina que foi colonizado por portugueses, porém somos muitos, mais de 200 milhões, disseminando e modificando um idioma tão rico.            

Acompanhe tais diferenciações:

O sotaque baiano costuma retirar a letra “r”. Assim, a palavra “Salvador” transforma-se em “Salvadô”. Ou verbos no infinitivo, como “dizer”, são pronunciados como “dizê”;

Já os mineiros, podemos observar a falta das semivogais dos ditongos. Um exemplo é a palavra “roupa”, pronunciada como “rôpa”, ou “peixe”, pronunciada como “pêxe”;

No Rio Grande do Sul não se usa o pronome “você”, uma vez que este é substituído por “tu”, “ti”, “teu” e “contigo”. No geral, a conjugação do verbo segue a norma culta, mas em algumas regiões do estado o verbo é conjugado na terceira pessoa;

O Rio de Janeiro é conhecido por puxar a letra “s”, pronunciando-a com som de x. Essa característica é herança do português de Lisboa, já que a corte portuguesa veio para o RJ em 1808, fazendo com que, na região, a pronúncia do “s” fosse relacionada à realeza, disseminando e dando prestígio a esse sotaque;

Já ouviu aquela piada que diz que o paulistano pede “um chopps e dois pastel”? É porque a maneira como se utiliza o plural é uma das mais fortes características do sotaque de São Paulo. Dizem que essa é uma herança da Itália, já que em italiano o plural não utiliza a letra “s”. (São Paulo foi o estado que mais recebeu imigrantes italianos entre os séculos XIX e XX). A (falta de) pronúncia da letra “r” também é outra característica do sotaque paulista, sendo comum que, no final dos verbos, essa letra seja omitida, como por exemplo, “dormí” ao invés de “dormir”.

Em espanhol é possível observar muitas variações, como em países da América Latina, mas nos estados e cidades de cada um dos países, a variação do idioma é praticamente inexistente. Existem algumas grandes diferenças do espanhol na América Latina: do Uruguai, da Argentina e de uma parte do Chile; do México e da América Central; e dos demais países da América do Sul. 

Acompanhe alguns exemplos :

Papai Noel: Papá Noel (Colômbia), Santa Claus (México e América Central), Viejito Pascuero (Chile);

Pipoca: pipoca (Bolívia), pó (Uruguai), cabritas (Chile), pochoclo (Argentina), palomitas (México);

Calçada: Banqueta (México), vereda (Argentina).

Ônibus: Colectivo (Argentina), liebre (Chile), camión (México), guagua (Cuba).

Feijão: porotos (Argentina), frijoles (outros países da América Latina);

Algumas diferenças entre as pronúncias do espanhol de acordo com cada país

A palavra “paella” é pronunciada como “paeja” na Argentina e “paedja” nos demais países de língua espanhola da América Latina.

Afinal, qual está certo e qual está errado? Bom, quando o assunto é sotaque não existem “errados” todas as variações estão corretas, trazendo com cada qual muita cultura e história. Quando falamos de expressões de cada região ou de palavras iguais com significados diferentes entre os estados ou países, pode-se fazer a revisão e adaptação do texto.

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Referências: 

https://www.portugues.com.br/gramatica/sotaques-brasileiros.html

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